Testemunho " Eu coloquei a faca no pescoço aos meus 12 anos"
Olá, Meu nome é Silvane Nascimento e eu faço a obra como obreira pela misericórdia de Deus na cidade de Gravataí/ pda 59 no RS.
Tenho acompanhado esse blog há alguns meses e me identifico com ele, pois fala comigo por experiências que passei por ser filha de obreiros. Várias vezes pensei em contar minha experiência na fé e tive vergonha pois tem coisas que ninguém sabe, mas achei injusto com o Deus que deu a vida por mim e tem me cuidado tanto.
Meus pais conheceram o trabalho da IURD quando ela chegou ao meu estado e nessa época eu tinha apenas cinco anos de idade, mas poucos sabiam o quanto eu sofria, tinha uma tristeza dentro de mim que me consumia, minha mãe conta que vizinhos perguntavam como é que ela me agüentava chorando dia e noite. Na escola desde as primeiras séries eu me controlava para que as lágrimas não rolassem e as vezes até mentia que queria ir ao banheiro para poder chorar e aliviar aquele desespero, não entendia porque eu não era feliz como as outras meninas da minha idade que sorriam, brincavam.
Tinha dentro de mim uma certeza que meus pais não me amavam e achava que se eu morresse eles ficariam felizes. Então esse pensamento ocupava minha mente dia e noite, quando todos dormiam eu colocava o travesseiro no rosto e o deixava ensopado de lágrimas e várias vezes pegava faca de carne para me matar pois achava que aos oito anos tinha chegado ao limite do meu sofrimento.
Me imaginava sendo velada e achava isso o máximo pois viver era um tormento. Sempre estava na igreja com minha família, desde o dia que meus pais se converteram nunca faltei um domingo, mas hoje vejo que estava no meio do oceano e morrendo de sede. Como era filha de obreiro nunca alguém perguntava como estava, pois era de se imaginar que tudo corria bem, mas não era bem assim. Não esqueço o dia em que o pr. falou que a partir de 12 anos já podia se batizar, pois nessa idade a criança já tinha conhecimento do certo e errado e se morresse no pecado iria para o inferno.
Na noite que eu completaria 12 anos passei a noite com uma faca querendo me matar, pois se passasse daquela noite não teria mais jeito, me lembro que quando colocava a faca no pescoço algo dizia: - Não! e assim eu passei até amanhecer o dia!!! No outro dia amanheci arrasada me sentindo uma covarde, mas mesmo assim a vontade de morrer permanecia. Odiava ter que ir á igreja e não ter uma vida social como as outras. Nessa época estava com 15 anos e guardava o dia de poder fugir e viver a vida como achava certo.
Um dia uma amiga, me convidou para fugir com ela, pois na casa dela também estava com problemas e eu vi ali a chance de me ver livre de tudo que eu odiava. Deixei tudo combinado com ela e no outro dia ( quinta-feira) quando eu fosse para a escola levaria minhas roupas todas e da escola nós sumiríamos; nesse dia era quarta-feira e antes de ir para a igreja já deixei minha mochila arrumada com tudo que levaria no outro dia, eu saía cedo e minha mãe nem notaria.
Chegando à igreja uma amiga que eu tinha me pediu que fosse junto com ela pedir ao pr. para ela ajudar na escolinha, mas o pr. tava fazendo reunião com os obreiros e pediu que a gente entrasse e eu fui junto.
Naquele dia ele me levantou de colaboradora sem perguntar como eu tava e nem se eu queria, foi um choque! Mas eu não neguei, aceitei! Cheguei em casa, desfiz minha mochila e começava ali uma nova vida para mim, fiquei feliz por ter recebido um voto de confiança.
No começo foi duro, tinha vergonha de sair para evangelizar, assumir a fé que dias atrás eu odiava...rsrs. Mas hoje vejo que essa foi a maneira que ele achou de me segurar, me libertei, tive experiências com Deus, recebi o espírito Santo tudo na obra.
Se passasse um dia talvez fosse tarde demais e hoje eu não estaria aqui contando esse testemunho, pois minha amiga fugiu e nunca mais a família soube notícias.
Hoje sou grata a Deus por tudo que ele fez por mim, pois sei que se hoje estou aqui foi porque ele quis. Meus pais freqüentavam espiritismo e quando minha mãe engravidou de mim ela se desesperou, pois já tinha uma filha pequena e tentou me abortar, fez tudo que ensinaram e nada. Vim ao mundo porque meu Deus queria, sei que ele tinha um propósito e cuidou de mim e me escolheu desde o ventre da minha mãe.
Luto dia-a-dia para que ele realize os sonhos dele em mim. Hoje tenho 31 anos, sou casada a 10 anos com um homem de Deus, estamos como obreiros, temos uma filha abençoada e somos uma família feliz! Não sou filha única, tenho mais dois irmãos que também estão na fé.
Meus pais estão como obreiros aqui na nossa IURD há 25 anos e somos frutos dessa união e dessa fé !!! Hoje entendo quando é levantado um obreiro que aos olhos humanos não teria condições, mas quem dá condição e capacita é o Pai; somos todos frutos do amor e da misericórdia Dele.
Tenho acompanhado esse blog há alguns meses e me identifico com ele, pois fala comigo por experiências que passei por ser filha de obreiros. Várias vezes pensei em contar minha experiência na fé e tive vergonha pois tem coisas que ninguém sabe, mas achei injusto com o Deus que deu a vida por mim e tem me cuidado tanto. Meus pais conheceram o trabalho da IURD quando ela chegou ao meu estado e nessa época eu tinha apenas cinco anos de idade, mas poucos sabiam o quanto eu sofria, tinha uma tristeza dentro de mim que me consumia, minha mãe conta que vizinhos perguntavam como é que ela me agüentava chorando dia e noite. Na escola desde as primeiras séries eu me controlava para que as lágrimas não rolassem e as vezes até mentia que queria ir ao banheiro para poder chorar e aliviar aquele desespero, não entendia porque eu não era feliz como as outras meninas da minha idade que sorriam, brincavam.
Tinha dentro de mim uma certeza que meus pais não me amavam e achava que se eu morresse eles ficariam felizes. Então esse pensamento ocupava minha mente dia e noite, quando todos dormiam eu colocava o travesseiro no rosto e o deixava ensopado de lágrimas e várias vezes pegava faca de carne para me matar pois achava que aos oito anos tinha chegado ao limite do meu sofrimento.
Me imaginava sendo velada e achava isso o máximo pois viver era um tormento. Sempre estava na igreja com minha família, desde o dia que meus pais se converteram nunca faltei um domingo, mas hoje vejo que estava no meio do oceano e morrendo de sede. Como era filha de obreiro nunca alguém perguntava como estava, pois era de se imaginar que tudo corria bem, mas não era bem assim. Não esqueço o dia em que o pr. falou que a partir de 12 anos já podia se batizar, pois nessa idade a criança já tinha conhecimento do certo e errado e se morresse no pecado iria para o inferno.
Na noite que eu completaria 12 anos passei a noite com uma faca querendo me matar, pois se passasse daquela noite não teria mais jeito, me lembro que quando colocava a faca no pescoço algo dizia: - Não! e assim eu passei até amanhecer o dia!!! No outro dia amanheci arrasada me sentindo uma covarde, mas mesmo assim a vontade de morrer permanecia. Odiava ter que ir á igreja e não ter uma vida social como as outras. Nessa época estava com 15 anos e guardava o dia de poder fugir e viver a vida como achava certo.
Um dia uma amiga, me convidou para fugir com ela, pois na casa dela também estava com problemas e eu vi ali a chance de me ver livre de tudo que eu odiava. Deixei tudo combinado com ela e no outro dia ( quinta-feira) quando eu fosse para a escola levaria minhas roupas todas e da escola nós sumiríamos; nesse dia era quarta-feira e antes de ir para a igreja já deixei minha mochila arrumada com tudo que levaria no outro dia, eu saía cedo e minha mãe nem notaria.
Chegando à igreja uma amiga que eu tinha me pediu que fosse junto com ela pedir ao pr. para ela ajudar na escolinha, mas o pr. tava fazendo reunião com os obreiros e pediu que a gente entrasse e eu fui junto.
Naquele dia ele me levantou de colaboradora sem perguntar como eu tava e nem se eu queria, foi um choque! Mas eu não neguei, aceitei! Cheguei em casa, desfiz minha mochila e começava ali uma nova vida para mim, fiquei feliz por ter recebido um voto de confiança.
No começo foi duro, tinha vergonha de sair para evangelizar, assumir a fé que dias atrás eu odiava...rsrs. Mas hoje vejo que essa foi a maneira que ele achou de me segurar, me libertei, tive experiências com Deus, recebi o espírito Santo tudo na obra.
Se passasse um dia talvez fosse tarde demais e hoje eu não estaria aqui contando esse testemunho, pois minha amiga fugiu e nunca mais a família soube notícias.
Hoje sou grata a Deus por tudo que ele fez por mim, pois sei que se hoje estou aqui foi porque ele quis. Meus pais freqüentavam espiritismo e quando minha mãe engravidou de mim ela se desesperou, pois já tinha uma filha pequena e tentou me abortar, fez tudo que ensinaram e nada. Vim ao mundo porque meu Deus queria, sei que ele tinha um propósito e cuidou de mim e me escolheu desde o ventre da minha mãe.
Luto dia-a-dia para que ele realize os sonhos dele em mim. Hoje tenho 31 anos, sou casada a 10 anos com um homem de Deus, estamos como obreiros, temos uma filha abençoada e somos uma família feliz! Não sou filha única, tenho mais dois irmãos que também estão na fé.
Meus pais estão como obreiros aqui na nossa IURD há 25 anos e somos frutos dessa união e dessa fé !!! Hoje entendo quando é levantado um obreiro que aos olhos humanos não teria condições, mas quem dá condição e capacita é o Pai; somos todos frutos do amor e da misericórdia Dele.
Um abraço a todas! Silvane Nascimento Mando em anexo uma foto minha e minha família.

pensamos que DEUS não está vendo as nossas aflições,mais na hora certa ELE age de uma maneiraespetacular
ResponderExcluirPoxa, muita bacana e corajosa tambem! Que Deus te abençoe pois a sua história é uma forma de mostrar para todos que não devemos julgar ninguem pensando que tal pessoa não tem condições de servir a Deus pelos problemas que passa na vida!
ResponderExcluirQue benção hein! Amei este testemunho!!! Já vi obreiros sendo levantados na minha igreja que aos olhos humanos não têm condição, mas depois dão muitos frutos! É Deus quem sabe a hora certa de todas as coisas acontecerem!
ResponderExcluirNossa, esse testemunho da obreira é mto forte, arrebentou, como que uma criança de 8 anos estaria pensando em se matar, sendo que o certo era ela estar pensando em coisas de crianças, em brincar? Uma das partes desse testemunho que me chamou atençao foi ela dizer que quando olham para filhos de obrs. e para nós também filhos de prs. pensam que sempre estamos bem, que nao estamos precisando de nenhuma ajuda! Mas o nosso Deus é muito bom mesmo!! obrigada e abraços
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